É... é preciso força, sabedoria, leveza e maturidade pra encarar o fim das coisas... dos ciclos. Pra entender que "todo carnaval tem seu fim". Às vezes a gente já nem agüenta mesmo tanta folia e fica se prometendo parar de pular atrás do bloco. Mas quando é o bloco que pára de tocar quando menos se espera, a gente se assusta. E sofre. A semana começou assim.. em ritmo de quarta-feira de cinzas. É claro que não está sendo muito fácil. Não mesmo. Por mais que eu já tenha entendido e acredite sinceramente que tudo aconteceu pra que as coisas fiquem ainda melhores, é difícil encarar tudo como "a última vez que isso ou aquilo".. Dois anos e três meses depois, não sei mais como serão minhas manhãs de segunda. Não sinto medo. O que me assusta é a própria transição das coisas (sou taurina e taurinos não gostam muito de mudanças bruscas). Mas decidi que não vou mais reclamar. Porque sei que o fim de um período é só o começo de outro. Que na verdade, já estava mesmo cansada de pular atrás do bloco. Só me faltava coragem de romper o cordão de isolamento e procurar um outro mais animado. Que tenho força, vontade, fé, coragem, esperança. Que, de uns tempos pra cá, a vida tem sido muito generosa comigo sim! Que essa sensação de tristeza na despedida é mesmo inevitável, íntima e não posso fazer nada a não ser passar por ela sozinha. E o mais calada possível. - Postado por: Paty às 09h10 [ ] [ envie esta mensagem ]
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