Bom.. acho melhor explicar logo essa "visagem" da aurora boreal olindense. Pq senão num vou ali e volto e já começam a duvidar da minha sanidade ou a achar que andei comendo banana, fumando ervas ou inalando pós ilícitos. O negócio é o seguinte: há pouquíssimo tempo (a bem dizer ontem ) quando eu era apenas uma criança de uns sete anos, meu avô me chamou a atenção para uma coisa estranha no céu. Era um círculo avermelhado, pequeno, mas brilhante. De repente, a coisa foi aumentando de tamanho e mudando, aos poucos, de cor. Ficou rosa, verde, amarelo e sumiu de repente, quando estava rosa de novo. Fiquei mais curiosa do que assustada. Acho que é porque quando a gente é criança, tudo no mundo é meio novidade mesmo e aquela era mais uma. Mais bonita. A diferença era que dessa vez ninguém conseguia me explicar o que significava. Poucas pessoas viram um pedaço do céu mudar de cor naquele dia.. na minha rua, umas quatro pessoas (tenho mãe e uma ex-vizinha como testemunhas, antes que pensem que ensandeci). E obviamente não era uma aurora boreal mesmo, como a da foto. Mas aquele caleidoscópio colorido brilhando lá em cima pra mim e meu avô foi real!!! E talvez porque ele tenha morrido pouco tempo depois, essa é a única lembrança (a mais bela que se poderia) que tenho dele: olhando junto comigo, entre incrédulo e fascinado, para aquela dança de cores inusitada no céu.
- Postado por: Paty às 08h12
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A chuva vem de mansinho... mansinho.. mansinho...Aos poucos. Como quem toma cuidado e pisa suave para não trazer "do sono pro mundo quem não quer". Iminência de inverno que nem assusta os que se protegem da melancolia através de raios de sol. E que alimenta com eles a sua energia de vida. Porque ela vem devagar, trazendo primeiro uma sensação térmica que antes de ser fria é confortável; que antes de congelar, aconchega. Para só depois descarregar-se sobre o que também purifica. E limpar o que também renova. Recife começa a ver mais pálidos seus raios de sol. As águas de março já começam a fechar o verão e diminuir a luz de que abasteço minha disposição para os dias e noites. Mas dessa vez tudo está menos cinza do que sempre. Porque o trabalho ocupa o espaço dos pensamentos vazios; os amigos, o tempo ou o próprio curso da vida fazem sumir da lembrança a imagem que se apaga de alguém que tenho esquecido e o medo da dor (mesmo que ainda exista) é bem menor do que ela própria já foi em outros invernos e verões.
* A imagem não é truque de photoshop. Trata-se de uma aurora boreal nos céus da Oceania. Já vi algo parecido em terras olindenses, mas nada nem de longe igual a esse exemplo do fenômeno que considero o mais mágico da natureza.
- Postado por: Paty às 13h35
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"...Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda..."
Cecília Meirelles
- Postado por: Paty às 09h56
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