Primeiramente.. como deixar de agradecer a todos os que se condoeram da minha pessoa e deixaram recadinhos tão carinhosos??? valeuuu! . Bom.. não costumo fazer muito isso não, mas.. esse fim-de-semana merece. Sexta foi dia de estar em um ônibus enquanto ele colide com um carro, ganhar paquerinha solidário nesse mesmo ônibus (eheheheheh), discutir trabalho, presente e futuro para logo depois conhecer uma das músicas mais lindas que já ouvi (Todas elas juntas num só ser, de Lenine! não deixem de ouvir!!!!!*) e finalmente cair doente com febre, chegar em casa passando mal, querendo colo e lençol quentinho. Sábado foi o dia inteiro de cama (quando a dor de cabeça permitia encostá-la em algum lugar ). O domingo amanheceu com menos dores, mas muita moleza ainda. Entretanto a noite...bem... a noite ainda viria pra me levar pro Cuba do Capibaribe quando eu estava me sentindo melhor. Pra me deixar encantar por aqueles que têm o dom de saber dançar e me lembrar que, sim: "black is beautiful"!!!!. O ruim foi que minha cabeça lembrou que estava doente e resolveu me fazer perceber que podia, e muito, me incomodar.. adormeci achando que ela nunca mais pararia de doer. Mas, o dia amanheceu com chuva e ela despertou serena, serena... acho que ainda tá sonhando com passos de salsa, zouk ou merengue... deixa quieto, então.. jamais a despertarei!
* Na letra, Lenine faz uma lindíssima homenagem a sua esposa ao mesmo tempo em que homenageia várias das musas cantadas por poetas de todos os tempos e lugares.. É beem extensa, mas vale a pena ler.. mas ainda, ouvir a interpretação emocionada dele. Lindo!!!!!
Todas Elas Juntas Num Só Ser
Composição: Lenine / Carlos Rennó
Não canto mais Babete nem Domingas Nem Xica nem Tereza, de Ben jor;
Nem Drão nem Flora, do baiano Gil; Nem Ana nem Luiza, do maior;
Já não homenajeio Januária,
Joana, Ana, Bárbara, de Chico;
Nem Yoko, a nipônica de Lennon; Nem a cabocla, de Tinoco e de Tonico;
Nem a tigresa nem a vera gata Nem a branquinha, de Caetano; Nem mesmoa linda flor de Luiz Gonzaga, Rosinha, do sertão pernambucano; Nem Risoflora, a flor de Chico Science, Nenhuma continua nos meus planos. Nem Kátia Flávia, de Fausto Fawcett;
Nem Anna Júlia do Los Hermanos.
Só você, Hoje eu canto só você; Só você, Que eu quero porque quero, por querer.
Não canto de Melô pérola negra; De Brown e Hebert, uma brasileira; De Ari, nem a baiana nem Maria, Nem a Iaiá também, nem minha faceira; De Dorival, nem Dora nem Marina Nem a morena de Itapoã; Divina garota de Ipanema, Nem Iracema, de Adoniran.
De Jackson do Pandeiro, nem Cremilda;
De Michael Jackson, nem a Billie Jean;
De Jimi Hendrix, nem a doce Angel; Nem Ângela nem Lígia, de Jobim;
Nem Lia, Lily Braun nem Beatriz,
Das doze deusas de Edu e Chico; Até das trinta Leilas de Donato, E de Layla, de Clapton, eu abdico.
Só você, Canto e toco só você; Só você, Que nem você ninguém mais pode haver.
Nem a namoradinha de um amigo E nem a amada amante de Roberto; E nem Michelle-me-belle, do beattle Paul; Nem Isabel - Bebel - de João Gilberto;
E nem B.B., la femme de Serge Gainsbourg; Nem, de Totó, na malafemmená; Nem a Iaiá de Zeca Pagodinho; Nem a mulata mulatinha de Lalá;
E nem a carioca de Vinícius E nem a tropicana de Alceu E nem a escurinha de Geraldo E nem a pastorinha de Noel E nem a namorada de Carlinhos E nem a superstar do Tremendão E nem a malaguenha de Lecuona E nem a popozuda do Tigrão
Só você, Hoje elejo e elogio só você, Só você, Que nem você não há nem quem nem quê.
De Haroldo Lobo com Wilson Batista, De Mário Lago e Ataulfo Alves, Não canto nem Emília nem Amélia, Nenhuma tem meus vivas! E meus salves! E nem Angie, do stone Mick Jagger; E nem Roxanne, de Sting, do Police; E nem a mina do mamona Dinho E nem as mina – pá! - do mano Xiz!
Loira de Hervê e loira do É O Tchan, Lôra de Gabriel, o Pensador; Laura de Mercer, Laura de Braguinha, Laura de Daniel, o trovador; Ana do Rei e Ana de Djavan,
Ana do outro rei, o do baião
Nenhuma delas hoje cantarei: Só outra reina no meu coração.
Só você, Rainha aqui é só você, Só você, A musa dentre as musas de A a Z.
Se um dia me surgisse uma moça Dessas que com seus dotes e seus dons, Inspira parte dos compositores Na arte das palavras e dos sons, Tal como Madallene, de Jacques Brel, Ou como Madalena, de Martinho; Ou Mabellene e a sixteen de Chuck Berry, E a manequim do tímido Paulinho;
Ou como, de Caymmi, a moça prosa E a musa inspiradora Doralice; Se me surgisse uma moça dessas. Confesso que eu talvez não resistisse; Mas, veja bem, meu bem, minha querida; Isso seria só por uma vez, Uma vez só em toda a minha vida! Ou talvez duas... mas não mais que três...
Só você... Mais que tudo é só você; Só você... As coisas mais queridas você é:
Você pra mim é o sol da minha noite; É como a rosa, luz de Pixinguinha; É como a estrela pura aparecida, A estrela a refulgir, do Poetinha; Você, ó flor, é como a nuvem calma No céu da alma de Luiz Vieira; Você é como a luz do sol da vida De Steve Wonder, ó minha parceira.
Você é pra mim e o meu amor, Crescendo como mato em campos vastos, Mais que a gatinha para Erasmo Carlos; Mais que a cigana pra Ronaldo Bastos; Mais que a divina dama pra Cartola; Que a domna pra Ventadorn, Bernart; Que a honey baby pra Waly Salomão E a funny valentine pra Lorenz Hart.
Só você, Mais que tudo e todas, é só você; Só você, Que é todas elas juntas num só ser.
- Postado por: Paty às 08h27
[ ]
[ envie esta mensagem ]
______________________________________________
*Esse
layout é uma criação exclusiva de Bruno Maximus*
|